
Dizer que durante esse tempo todo eu não consegui ver mesmo que só um brilhinho, daquela tal luz no final do túnel seria uma mentira.
Eu reconhecia o exagero do momento, das crises e dos "nunca mais", mas não via outro angulo para a felicidade que não fosse aquele.
Até porque era realmente sensacional a cena vista daquele cume alto que eu havia criado.
No meu caso, esse cume alto, são geleiras... montanhas de gelo... gelos que vão se derretendo com o passar dos dias. Até que eu sinta os meus dois pés tocando o chão...
Chão... O chão que é tão banal e que todos falam com tanto orgulho:
"Enfim, fixei meus pés no chão!"
Pois que grande bosta é pisar aqui. Eu prefiro as brasas, ou o gelo que seja.
Doeu demais chegar até esse fim da linha. E por mais que eu já respire normalmente e a maioria dos nós na garganta já tenham se desamarrado, não sei se gosto do que sinto.
Eu estou me adaptando!
O coração anda batendo no mesmo ritmo há dias. E talvez eu precise mudar meu nome.
Típico demais não me ver lutando, rindo sozinha ou chorando pelos cantos.
O tempo simplesmente passa. O passado já não incomoda mais e nem o futuro causa dor no estômago. Não confundo nomes. Não deixo de comprar meu doce preferido, para comprar o outro que não engorda...
Todos os compromissos na agenda se referem apenas a mim. Eu puxo apenas a metade da colcha todos os dias e só tenho comprado coca cola normal.
Ainda não preciso de concentração para lembrar aquele teu cheiro.
Mas tb não corro mais o risco de te ligar enganado, porque de fato apaguei o teu número, que nunca soube de cor.
Eu estou longe de ser quem eu sempre fui. Em um momento inlúcido, e não imune dos meus grandes dramas. Vivendo paixões regradas e “aparentemente “saudáveis.
Eu estou longe de ser o que sempre fui e muitos sabem o quanto é estranho me ver sendo envolvida por essa nova identidade tão comedida.
Eu só preciso respeitar o meu tempo. Então eu ando respeitando o tempo, sem querer.
Estou tão estranha que nem ao menos sei o que sinto me sentindo assim... Assim, tão normal.
Eu estou longe de ser o que sempre fui. No entanto ainda percebe-se a permanência dos tradicionais dilemas. Logo, nem toda essência foi perdida.
E eu continuo aqui... inteira... E assim vai ser sempre!!!!
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